terça-feira, janeiro 23, 2007

O Verdadeiro Amor Nunca Morre

Diz o Miguel Esteves Cardoso na sua crónica semanal no Expresso que os desgostos de amor verdadeiros e dignos do seu nome não se esquecem nunca, ou se se esquecem e se se aceitam, então na realidade nunca houve verdadeiro amor. Concordo. O amor que outrora sentiamos pode esmorecer até ficar moribundo, ser uma especie de vegetal que sobrevive dentro do nosso coração, mas que morre apenas connosco e nunca sozinho, por si próprio. É que esse dito amor nasceu dentro de nós e quando é verdadeiro, deixa marca, e não se esquece nunca. E não me venham cá dizer que tudo acaba por ser esquecido e um dia acordas segues em frente como se nada fosse. Esse tipo de considerações são uma ofensa ao meu amor, que outrora senti, que outrora vivi. Quando o amor é verdadeiro vive dentro de ti para sempre, e há-de marcar-te para sempre, mesmo que já nao esteja activo. As pessoas não tem de esquecer aquilo que as marcou, aquilo que foram, aquilo que viveram, que as fez aprender, sorrir, chorar, enfim, sentir! Porque sentir as coisas é de facto o que nos faz estar vivos, o que nos forma, e aceitar que as sentimos, boas ou más, é um acto de coragem, da maior que há. Eu sou aquilo que vivi, aquilo que senti e aquilo porque passei. Foi isso que me formou, e que me foi fazendo mudar, que me foi fazendo evoluir, crescer, que me fez diferente do que era, e que me aproximou mais do que quero ser. E tal como diz o cronista, nao me venham com a cantiga de que tens de sofrer para ser feliz depois. O amor não existe para ser destruido, magoado, ofendido. Acredito que alguem que nunca sofreu verdadeiramente por amor possa ser extremamente feliz, não creio que haja um ritual de passagem para a felicidade. Quem ama nunca esquece. E nem nunca volta a ser igual.

1 comentário:

Inês disse...

:) Um amor nunca é igual ao outro e não sei se podemos alguma vez dizer se é maior ou menor, melhor ou pior, porque as circunstâncias jamais serão as mesmas...