quarta-feira, dezembro 27, 2006

Volto para o ano com novo pantone...

Papa G: Não esqueço... laranjas e azuis! (ou verdes????...fonix...já não me lembro loool)
LRM: Esperas por mim?

Porque (te) quero amar!

De olhos abertos em frente ao espelho, a realidade é outra e a paciência é pouca...
Mas quando de olhos fechados no teu reflexo me revejo, a felicidade acontece e a herança é certa..
Ver-te a me olhar é um desejo, que me faz acreditar na liberdade. Porque (te) quero amar!

Do passado restas-me tu e um pouco de mim em visões turvas sobre água fresca.
Do futuro sobra-me o sonho e a vontade de querer fazer acontecer.
Contigo ou sem ti eu sigo, mas contigo sei: consigo! Conseguimos?

Lenine - Paciência (Acústico MTV)

Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida não para)

Lenine

sábado, dezembro 23, 2006

Sem Porquê...

Um dia sem porquê aconteceu. Sim isso mesmo, sem porquês também acontecem coisas boas, talvez as melhores. Mas se assim mesmo não convenço ninguém, se mesmo assim os mais cépticos estranharem eu facilmente arranjo um porquê! Aquele que mais me vem à cabeça é só um; aconteceu porque estava acordada. Mais porquês? Porque tinha de ser, porque era um presente que a vida tinha para mim, porque eu mereço, porque eu sempre procurei por ele...

Um dia sem porquê eu encontrei quem eu sempre procurei. A vida mostrou-me e trouxe-o até mim. Um presente da vida. Não é meu, a vida não mo deu, não me entregou para eu o guardar sempre comigo, só para mim. Mas mostrou-me que ele existe, trouxe-o até mim, deu-mo a conhecer, mostrou-me que eu não procurei em vão. E isso já é um presente...

Agora eu sei que nunca se deve desistir do sonho. Eu segui em frente deixando para trás momentos bons sempre procurando aquele momento. Porque mesmo que não possamos viver esse sonho, pelo menos olhamo-lo e sentimo-lo, pelo menos sabemos que o nosso sonho existe (mesmo estando a ser vivido por outra pessoa)... Alguém o mereceu antes de mim, alguém especial não desistiu dele antes de eu chegar.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Há 27 anos ...

... media 56cm, pesava 3250 gramas e chorava em língua alemã.

sábado, dezembro 16, 2006

O meu coração trai-me contigo...

Ressaca de ti. Do teu abraço. Do teu olhar. Da tua imagem.
Ressaca de te ter comigo. De te sentir perto.
Contorço-me com a dor da ausência. Da abstinência da tua vida na minha.
As emoções atropelam-se e fazem-me chorar, gemer, gritar de angústia. O que penso de ti, o que penso de mim, o que um dia pensei de nós a passar sucessivamente na minha cabeça.
As memórias de nós como um filme sem final, as ilusões, as desilusões. A dor, sempre a dor. A falta, sempre a falta. A tua ausência e o vazio.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Sergio Godinho em Ligação Directa

Seis anos depois do álbum de originais «Lupa» e três desde o álbum de duetos «O Irmão do Meio», Sérgio Godinho está de regresso aos discos com «Ligação Directa».
O álbum inclui dez temas, oito compostos por Godinho, um por Hélder Gonçalves (dos Clã, grupo com o qual Godinho gravou o álbum «Afinidades») e outro por Nuno Rafael, que também foi o produtor e director musical deste novo disco. O primeiro single retirado de «Ligação Directa» é «Às Vezes o Amor».
Hummm so(m)zinho bom...

Às Vezes o Amor

Às Vezes o Amor

Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas

P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino

Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Silêncio

Hoje não me apetece escrever
Porque para escrever
Diria muito do que não quero dizer
Hoje não
Não vou escrever
As letras arrastam-me
Enfurecem-me
Desafiam-me
Mas não vou escrever
Não vou dizer o que me vai na alma
Hoje mantenho as palavras controladas
Rédea curta
Não, hoje sou eu quem manda
Sou eu quem determina
Nada além de mim
Ficará escrito
Ferem-me os ouvidos
Estrangulam-me a garganta
Evadem-me pensamentos
Gritos
Mas hoje
Só silêncio

segunda-feira, dezembro 04, 2006

...

Onde me deixei chegar?
Incrível! Nem eu sei!

Mas não, não aguento mais!

Tentei, eu juro que tentei suportar,
Desdobrei-me em mil para perceber tudo.

Mas não, não aguento mais!

Arrependida?
Não estou. Nunca estarei!

Mas não, não aguento mais!

Fui adiando uma decisão,
Sentei-me no banco de espera das urgências do Hospital da Felicidade,
Ofereci-me como cobaia quando sabia os meus riscos,
A dor começou a ser sentida
E quando menos esperava,
Lá vinha a anestesia provisória milagrosa
Que abria as portas para a felicidade momentânea!
Mas os doentes não vivem de anestesias
E a dor aumentou gradualmente
Afectou a mente, o coração, e chegou à alma.
Então, aumentou-se a “medicação”
Aumentou-se o vício.

Mas não, não aguento mais!

Tanto o corpo que sedia a impulsos,
Como a boca que esperava pela tua,
Como a mente que começara a ter um novo inquilino,
Ficaram amarrados com fortes correntes....a TI!

Mas não, não aguento mais!

Afinal, o Tempo passou,
Ou fui eu que o deixei passar?

Porque não, não aguento mais!

E não aguento mais porquê?
Porque penso em ti a toda a hora
E a toda a hora desejo que estivesses aqui.
Porque a pele anseia pelo teu toque.
Porquê?
Porque te quero presente!
Porque moras no meu coração,
Mas sei que não posso fazer parte do teu.
Porque espero os teus beijos de fogo,
Mas sei que nunca nenhum deles me pertenceu.
Porque soltam-se as lágrimas num choro compulsivo quando penso em tudo,
Mas são lágrimas de dor pela ausência de ti!
Porque o sorriso nasce quando te relembro
Mas desfalece de seguida, pois até este sabe que é provisório.
Porque triste, angustiada, perdida entre o fogo e o ar,
Sem qualquer rumo, navego à deriva enquanto sofro em silêncio.
Porque a alma inquieta já grita na margem do rio da loucura,
Mas grita por paz, estabilidade, calma, harmonia.
Porque tudo o que tenho é assim...provisório...momentâneo.
Porque já não adianta sonhar,
Quando a realidade se pinta de preto e cinzento
E a vida se torna um arco-iris de ilusões e desejos,
Arrumados em segredo.
Porque DOI!
Foda-se, se doi tanto ter de admitir que sei e sempre soube
Que na realidade, NADA me pertence,
NADA é meu! E tu não és excepção...
Com a força da raiva, do desespero, e sei lá mais o quê,
Queria dizer-te tudo o que quero, penso e sinto...
Tudo aquilo que mantenho guardado em segredo e que Não sabes.

Eu apenas posso dizer,
Do fundo deste monte de cacos que outrora formaram aquilo a que chamam “coração”,
“Amo-te verdadeiramente"

Mas doi-me a falta de frontalidade...

E eu...

EU NÃO AGUENTO MAIS!!!

Tudo começou com um Ponto Final


domingo, dezembro 03, 2006

A felicidade...

... traça curvas estonteantes com o intuito claro de escapar. Entre-dedos, damo-nos conta de que se esvai a pintar quadros negros. Tão negros...e nós. Sós.
Que a noite traga a serenidade necessária para encarar mais um dia.

Porque?!

Não existem porquês
Quando se ama não se pensa
Quando se pensa não se sente
E eu sinto, não penso
Por isso sei que te amo

sábado, dezembro 02, 2006

Entraste sem bater

Entraste no meu mundo sem bater, como um gato que se passeia mansamente ao entardecer. Quase nem dei por ti. Deixei-te entrar, não me incomodavas. Sorrateiramente foste vagueando pelas divisões da minha alma. Alimentei-te quase sem perceber, como um hábito antigo que executamos maquinalmente. Pouco a pouco começaste a roçar o corpo arqueado nas minhas pernas, e terminaste ronronando, enroscado e saciado no meu colo. Acabei rendida aos teus encantos. Mas os gatos são matreiros e passeiam-se por muitos colos...