O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas
Essas e o que faz falta nelas eternamente
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
segunda-feira, novembro 27, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
O que é afinal a Saudade?
Saudade é não saber de ti.
É sentir-te sem poder.
É acordar e ter certeza que não vais estar ali.
Olhar para nada sem saber nada.
É querer voltar num tempo que já não existe ...
Querer os teus beijos, o teu olhar,
e ter certeza que não são meus.
Saudade é o muito que ficou de ti dentro de mim,
é aquilo que nunca talvez saibas.
Saudade é não ter quem se ama perto
e de repente eu mesma não me bastar
e arrastar uma solidão infinita
olhar.. e olhar.. e não te ver...
não te ter.....
Saudade é procurar fugir para todos os lugares
é tentar parar o pensamento
e encontrar outro pensamento
e querer não chorar quando oiço uma música que era parte de ti
É querer que o tempo volte
e que talvez nada tenha existido
para que não existisse agora esta dor horrível
ou talvez que tudo tivesse existido
para que sempre houvesse o que recordar
Afinal a saudade...
é o que sinto de ti...
É sentir-te sem poder.
É acordar e ter certeza que não vais estar ali.
Olhar para nada sem saber nada.
É querer voltar num tempo que já não existe ...
Querer os teus beijos, o teu olhar,
e ter certeza que não são meus.
Saudade é o muito que ficou de ti dentro de mim,
é aquilo que nunca talvez saibas.
Saudade é não ter quem se ama perto
e de repente eu mesma não me bastar
e arrastar uma solidão infinita
olhar.. e olhar.. e não te ver...
não te ter.....
Saudade é procurar fugir para todos os lugares
é tentar parar o pensamento
e encontrar outro pensamento
e querer não chorar quando oiço uma música que era parte de ti
É querer que o tempo volte
e que talvez nada tenha existido
para que não existisse agora esta dor horrível
ou talvez que tudo tivesse existido
para que sempre houvesse o que recordar
Afinal a saudade...
é o que sinto de ti...
domingo, novembro 19, 2006
Nostalgia
Hoje decidi reunir algumas séries da animação que preencheram a minha infância. Senti o coração apertadinho ... durante umas horas viajei no tempo e senti-me pequenina outra vez...
O tempo passa depressa demais... ainda ontem cheguei da escola, atirei a mochila para um canto e me sentei em frente ao ecrã com os olhos arregalados a ver as cidades de ouro...
O tempo passa depressa demais... ainda ontem cheguei da escola, atirei a mochila para um canto e me sentei em frente ao ecrã com os olhos arregalados a ver as cidades de ouro...
sábado, novembro 18, 2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
Jericoacoara à minha espera
sexta-feira, novembro 10, 2006
Santa Chuva
Não há porque chorar por um amor que já morreu
Deixa pra lá, eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade
(vejam o excerto do video)
Deixa pra lá, eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade
(vejam o excerto do video)
quinta-feira, novembro 09, 2006
Pensem nisto...
Se o Mário Mata,
a Florbela Espanca,
o Armando Gama
e o Jorge Palma,
o que é que a Rosa Lobato Faria?
a Florbela Espanca,
o Armando Gama
e o Jorge Palma,
o que é que a Rosa Lobato Faria?
quarta-feira, novembro 08, 2006
Devias estar aqui rente aos meus lábios
Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um
Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum
Eugénio de Andrade
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um
Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum
Eugénio de Andrade
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