Onde me deixei chegar?
Incrível! Nem eu sei!
Mas não, não aguento mais!
Tentei, eu juro que tentei suportar,
Desdobrei-me em mil para perceber tudo.
Mas não, não aguento mais!
Arrependida?
Não estou. Nunca estarei!
Mas não, não aguento mais!
Fui adiando uma decisão,
Sentei-me no banco de espera das urgências do Hospital da Felicidade,
Ofereci-me como cobaia quando sabia os meus riscos,
A dor começou a ser sentida
E quando menos esperava,
Lá vinha a anestesia provisória milagrosa
Que abria as portas para a felicidade momentânea!
Mas os doentes não vivem de anestesias
E a dor aumentou gradualmente
Afectou a mente, o coração, e chegou à alma.
Então, aumentou-se a “medicação”
Aumentou-se o vício.
Mas não, não aguento mais!
Tanto o corpo que sedia a impulsos,
Como a boca que esperava pela tua,
Como a mente que começara a ter um novo inquilino,
Ficaram amarrados com fortes correntes....a TI!
Mas não, não aguento mais!
Afinal, o Tempo passou,
Ou fui eu que o deixei passar?
Porque não, não aguento mais!
E não aguento mais porquê?
Porque penso em ti a toda a hora
E a toda a hora desejo que estivesses aqui.
Porque a pele anseia pelo teu toque.
Porquê?
Porque te quero presente!
Porque moras no meu coração,
Mas sei que não posso fazer parte do teu.
Porque espero os teus beijos de fogo,
Mas sei que nunca nenhum deles me pertenceu.
Porque soltam-se as lágrimas num choro compulsivo quando penso em tudo,
Mas são lágrimas de dor pela ausência de ti!
Porque o sorriso nasce quando te relembro
Mas desfalece de seguida, pois até este sabe que é provisório.
Porque triste, angustiada, perdida entre o fogo e o ar,
Sem qualquer rumo, navego à deriva enquanto sofro em silêncio.
Porque a alma inquieta já grita na margem do rio da loucura,
Mas grita por paz, estabilidade, calma, harmonia.
Porque tudo o que tenho é assim...provisório...momentâneo.
Porque já não adianta sonhar,
Quando a realidade se pinta de preto e cinzento
E a vida se torna um arco-iris de ilusões e desejos,
Arrumados em segredo.
Porque DOI!
Foda-se, se doi tanto ter de admitir que sei e sempre soube
Que na realidade, NADA me pertence,
NADA é meu! E tu não és excepção...
Com a força da raiva, do desespero, e sei lá mais o quê,
Queria dizer-te tudo o que quero, penso e sinto...
Tudo aquilo que mantenho guardado em segredo e que Não sabes.
Eu apenas posso dizer,
Do fundo deste monte de cacos que outrora formaram aquilo a que chamam “coração”,
“Amo-te verdadeiramente"
Mas doi-me a falta de frontalidade...
E eu...
EU NÃO AGUENTO MAIS!!!
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