sábado, dezembro 02, 2006
Entraste sem bater
Entraste no meu mundo sem bater, como um gato que se passeia mansamente ao entardecer. Quase nem dei por ti. Deixei-te entrar, não me incomodavas. Sorrateiramente foste vagueando pelas divisões da minha alma. Alimentei-te quase sem perceber, como um hábito antigo que executamos maquinalmente. Pouco a pouco começaste a roçar o corpo arqueado nas minhas pernas, e terminaste ronronando, enroscado e saciado no meu colo. Acabei rendida aos teus encantos. Mas os gatos são matreiros e passeiam-se por muitos colos...
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