Devias estar aqui rente aos meus lábios para dividir contigo esta amargura dos meus dias partidos um a um Eu vi a terra limpa no teu rosto, Só no teu rosto e nunca em mais nenhum
Impossível não tentar dizer-te com as poucas palavras que nos ficam da usura dos dias do grotesco discurso que escutamos proferimos transidos de sonho no ramal do tempo onde estamos como ervas pedrinhas coisas perfeitamente inúteis pequenas conversas de ferrugem de musgo queixas questiúnculas arrotos comoventes
*
Mas de repente voltas numa dor de esperança sem razão de ser
Da sua indiferença agressivamente as coisas saem
Sentimo-nos cercados ameaçados pelas coisas e agora lamentamos o tempo perdido a dispô-Ias a nosso favor
Porque é tempo de romper com tudo isto é tempo de unir no mesmo gesto o real e o sonho é tempo de libertar as imagens as palavras das minas do sonho a que descemos mineiros sonâmbulos da imaginação
É tempo de acordar nas trevas do real na desolada promessa do dia verdadeiro
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Impossível não tentar dizer-te
com as poucas palavras que nos ficam
da usura dos dias
do grotesco discurso que escutamos
proferimos
transidos de sonho no ramal do tempo
onde estamos como ervas
pedrinhas
coisas perfeitamente inúteis
pequenas conversas de ferrugem de musgo
queixas
questiúnculas
arrotos comoventes
*
Mas de repente voltas
numa dor de esperança sem razão de ser
Da sua indiferença
agressivamente as coisas saem
Sentimo-nos cercados
ameaçados pelas coisas
e agora lamentamos o tempo perdido
a dispô-Ias a nosso favor
Porque é tempo de romper com tudo isto
é tempo de unir no mesmo gesto
o real e o sonho
é tempo de libertar as imagens as palavras
das minas do sonho a que descemos
mineiros sonâmbulos da imaginação
É tempo de acordar nas trevas do real
na desolada promessa
do dia verdadeiro
Alexandre O´Neill
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